Diário de Bordo

Diario de viagem

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Domingo, Novembro 20, 2005
 
o

Quinta-feira, Abril 07, 2005
 
Aqui estou eu escrevendo só pra mim (faz um tempão que eu não faço isso), já que a **** da globo deletou o meu blog. Parece até piada, só foi eu me tornar assinante que no dia seguinte meu blog não existia mais, só consigo ter acesso a pagina de postar, mas não tenho mais template, nem publicação... mais nada.. minhas fotos também sumiram. Cá estou eu pela guarta vez tentanto falar com atendente on-line que nunca resolve nada...

Segunda-feira, Abril 04, 2005
 
Em Abu Dhabi...

Apesar da febre alta, não pensei 2 vezes em deixar a minha querida saudosa Suécia. Mas, confesso pra vocês, eu tenho pavor a vôos longos, 14 horas no avião, dormimos e acordamos e ainda estamos nas alturas, começa a dar-me um desespero, senão fosse o filhote teria até tomado uns tragos pra ser mais fácil. E pra completar não é que o avião teve problemas na parte elétrica, aconteceu quando paramos em Abu Dhabi pra abastecer, e ficamos nada mais, nada menos que 12 horas por lá. Foi um pouco estressante, um monte de suecos revoltados, crianças chorando de cansaço, até que a companhia aérea resolveu deixar a gente num hotel. Conclusão, chegamos em Phuket com 12 horas a mais do que o previsto, mas valeu, só em sentir o calorzinho quando saímos do aeroporto foi bom demais.

Em Abu Dhabi, vimos muitos muçulmanos, como já era previsto. Mulheres usando roupas escuras em que mal se via os olhos. Fiquei pensando: -caramba devem passar o maior calor! Faz uns 40 graus durante o dia. Enquanto o avião estava parado, conhecemos alguns técnicos de apoio do aeroporto, e perguntamos pra alguns se eles eram de Abu Dhabi mesmo, deram até risadas, falaram que a maioria em Abu Dhabi é riquíssimo e os subempregos sobram para os estrangeiros, eles vieram da Filipinas.

Na Pérola de Andaman...

É assim que Phuket é chamado pelos Tailandeses: "Pérola de Andaman", nada mais justo pra tanta beleza! Por falar em beleza, ficamos na praia de Patong (uma das praias mais atingidas pelo Tsunami), e nem parece que aconteceu nada. A praia está mais linda do que nunca, pessoas alegres, e muitos turistas.

28 de Março...

Fiquei mais velha, mais balzaquiana ainda ( obrigada Paty e Val por lembrarem do Niver, adoro vocês!.) Ganhei rosas dos sogrinhos, e um jantar especial com toda família, senão fosse o showtime do filhote dava até pra ter apreciado melhor o restaurante à beira-mar. Voltamos pro Hotel as 10:00,nem passou pela minha cabeça o risco de outro Tsunami causado pelo terremoto que aconteceu em Sumatra as 11:15 do horário local.

No outro dia fiquei sabendo do risco pela TV, mas confesso que houve exagero da imprensa, pois por nenhum momento observei pânico em Phuket, nem sequer houve alarme no nosso hotel, já que estávamos a 500 metros da praia. Ainda bem que não escutei minha sogra, pois assim que chegamos em Phuket ela queria se hospedar num hotel de frente pra praia, pra aproveitar os preços baixos dos hotéis.

Vivendo de desgraça...

Já até tinha lido que os tailandeses estavam vendendo camisetas com imagens das vitimas do Tsunami, mas ver com os próprios olhos já é outra coisa. Um comercio macabro, eles(camelôs), vendem nas ruas principais: fotos, camisetas, e DVD com filmagens amadoras e bizarras de todo terror. Ficaram surpresos?! E se eu falasse pra vocês que tem até excursão por toda área atingida. Presenciei uma excursão em Kao lak (praia completamente destruída) quando fomos visitar um amigo, vimos japoneses e coreanos descendo de vários ônibus com suas câmeras, e com aquelas caras de bobos, e o guia mostrava e explicava tudo.

Lembrei de um acontecido, foi logo depois do atentado de 11 de setembro. Estava andando pra fazer as minhas comprinhas de Natal na 25 de março ( São Paulo), com meu mirrado dinheiro de estagiária, quando escutei um estrondo nos meus pés, fiquei assustadíssima. Mas, logo ví um menino ambulante com umas bolinhas nas mão jogando no chão e gritando: - Bombinha, bombinha! Bombinha do Bin Landem! Só 1 Real! Tinha até mascaras do Bin e do Bush para o carnaval.

A dureza da volta...

Depois de 2 semanas de romance com o astro-rei, brincar com o filhote na praia, no parquinho, tomar água-de-coco...rir do nada de felicidade. É hora de voltar, realmente o que é bom dura pouco. Depois de 14 horas de vôo, 4 horas de trem, chegamos em Karlskrona à meia-noite, com -4 graus, carregada de malas, com o filhote na cintura, congelando na rua (pois não existia nenhum abrigo), não tinha táxi na rua ( ligamos pra vários), depois de 1 hora de espera e xingação o bendito veio...

Mas, tô feliz!!! Deu pra se energizar legal!

Na praia de Patong...


Na praia de Kata


Pôr-do-sol em Patong...


Praia de Karon...


Templo Budista


Momentos de orações...


Monge em meditação ( não é uma imagem, é uma pessoa mesmo)


Interior do templo


Vista de todos os templos..

Flores dos sogrinhos...



Domingo, Abril 03, 2005
 
Comentário dos comentários

Elehisie: em primeiro lugar seja bem-vinda por aqui. Estava pensando em não escrever, pois não agüento mais falar do atendimento hospitalar sueco. Mas, pensando melhor, queria deixar mais claras as minha idéias.
Querida, se você acompanhasse o meu blog à mais tempo ou desse uma olhadinha nos meus arquivos talvez me entenderia melhor. Não concordo com o que você comentou da atitude do atendente: "de não deixar eu ir ao hospital tira todos os dias milhares de gripes fortes do sistema de saúde, pra tratar de outros pacientes, do ponto de vista do hospital, mais graves" . Estou a 4 anos aqui, nestes 4 anos eu não só tive gripes fortes, tive um parto traumático, uma infecção no seio esquerdo, uma infecção no olho direito, e um abcesso na axila... presenciei a morte do avô do meu marido que só foram atende-lo quando já era tarde. Acompanhei o sofrimento da Aline (blog linkado) que teve problemas de saúde, acompanho o blog da Paty ( ela está com mais de 10 anos na Suécia) que já teve sérios problemas com o atendimento. Presenciei o sofrimento de uma amiga que teve que se tratar de um problema na perna em Barcelona, pois aqui só seria possível depois de 1 mês, sendo que ela não suportava nem caminhar...e muito mais exemplos...

A questão da espera de 1 mês ser uma "realidade brasileira", como você comentou, eu escrevi sobre isso no post anterior, e como a Driscully falou ( acho que ela entende bem do assunto, estuda área de saúde) depende de cada Estado brasileiro, eu Já fui atendida pelo SUS e minha família também, e funciona muito bem na minha terra natal. E por pior que seja, tem sempre um clinico geral no posto de saúde mais próximo de nossa casa. E aqui mesmo que eu tenha todo dinheiro do mundo, isso não me dar o direito de ser atendida por um médico. Eu só acho que as experiências valem mais do que certas teorias...

E claro que eu sei que o SUS não é uma caridade do governo, aliás a Constituição Federal (lei maior) consagra em seu artigo 196 a saúde como direito de todos e dever do Estado.

Driscully: Adorei seu comentário! Muito informativo.

Nayara: desculpa não te responder logo, só mais um pouco de paciência...



Sábado, Abril 02, 2005
 
Antes de tudo...
Ainda com o papo exaustivo do sistema sueco de saúde.

Antes da viagem, meu filhote melhorou e eu que fiquei super mal, febre alta (41 graus), dores no pulmão, fraqueza... até pensei em não viajar, liguei novamente pro Hospital explicando o que eu estava sentindo e que eu iria viajar, se era possível ser atendida antes da viagem, e pasmem! Sabem o que atendente falou: que se eu quisesse ser atendida, só teria médico pra daqui 1 mês, que tem fila de espera, que não existem médicos suficientes, e ele ainda aconselhou-me viajar mesmo pra Tailândia (país subdesenvolvido com relação à Suécia) pois lá também tem médicos e penicilina...He,he ( rir pra não chorar).

2 fases...

Denise, eu até concordo com você que nós brasileiros estamos acostumados a usar muitos medicamentos, mas também concordo com a Paty que o atendimento sueco é péssimo. Depois de muitas experiências ( parece que me jogaram uma urucubaca ...rsss) nos hospitais, eu percebi que existem 2 fases: o antes e o durante.

O antes é uma verdadeira Via crucies, você tem que ligar pra vários lugares, chorar e até suplicar pra ser atendida, esperar dias (azar o seu se morrer na espera),até eles acharem que o seu caso é grave. Depois da via crucies, o sistema é muito bom: não tem filas enormes no hospital (conseqüência da primeira fase), o hospital parece até um hotelzinho (comida boa, quartos limpos e bonitos, médicos e enfermeiras simpáticas, exames rápidos usando uma alta tecnologia).

Também já fui criticada por aqui como a Paty foi, já mandaram até eu pegar um avião de volta pro Rio ( eu nem sou carioca, nunca morei lá), já que eu não gosto da Suécia, pra receber uma bala perdida... O engraçado que é só falar das minhas dificuldades na Suécia que aparecem muitos defensores do sistema sueco e apedrejadores do Brasil.

Eu nunca tive a intenção de falar que país é melhor, seria uma covardia comparar o Brasil com a Suécia. Conto pra vocês minha experiência, cabe à vocês julgarem de acordo com as experiências de vocês. Eu sempre fui bem atendida na minha cidade natal (Teresina) mesmo sem ter convênio médico, diferentemente de São Paulo, o Hospital público de São Paulo é um inferno. Minha mãe também não tem convênio médico, ela mora em Teresina, e os médicos até consultam ela em casa. Concluo, que achar que o sol brilha muito mais deste lado depende da bagagem (das experiências) de cada um, depende de como se vive, cidade, e situação financeira...

Recadinhos: Sejam bem vindos os novos amigos! Por favor, só mais um pouquinho de paciência que vou responder a cada um, ok? Bejoquinhas.





Quinta-feira, Março 31, 2005
 
Como saber que eu voltei pra Suécia...

No dia seguinte ir na padaria da esquina (feliz da vida! Com as baterias carregadas na viagem) pra comprar meus pãezinhos matinais, falar bom dia pra atendente e ela não me responder, nem me olhar direito, e ainda pergunta o que eu quero com aquela cara de quem comeu um urubu no café-da-manhã. E pra completar, ainda pega os meus pãezinhos com as mãos sem proteção, sem nenhuma higiene.

Volteeeeeeeeeeeeeeeeeeei! Mas, já conto como foi. Ainda estou desarrumando as malas. Beijocas,

Sábado, Março 12, 2005
 
Diferenças culturais
..
Esqueçam tudo que vocês aprenderam sobre saúde no Brasil quando estiverem na Suécia. Façam isso pra não ficarem malucos como eu. Pois é, quanto mais tempo passo neste país, mais me surpreendo cada dia. Vejam só:

Quinta passada

Erik tem febre no começo da noite, 37 graus, 38 graus...

O marido, calmo, como sempre:

-Não se preocupa amor! Deve ser um resfriado...passa logo..

Eu, como toda mãe preocupada, não consegui dormir...

4 horas da manhã...

Erik com o corpinho muito quente. Coloco o termômetro, e quase tive um colapso. Erik com quase 41 graus... Acordei o marido apavorada, não sabia o que fazer...

Como aqui, não podemos ir pro hospital antes de ligar pro atendente pra que ele tenha certeza que o nosso caso é grave...

Marido fala em sueco por alguns minutos no telefone com o atendente ( eu sem entender nada). Depois volta com a cara de despreocupado:

-Amor, ele falou que não é pra gente se preocupar, que isso não é grave. Que febre acima de 40 é normal, e se ele ficar com convulsões também é normal. E que não é pra dar nenhum remédio pra abaixar a febre, não é pra fazer nada, pois a febre é uma defesa do corpo...
-Meu Deus! Mas, o Erik está tremendo! Até quando ele ficará assim?
-Ahh...ele falou que pode ficar de 4 à 5 dias.

Resumindo, não consegui dormir! Na sexta o Erik continua com 40 graus, sem forças pra nada. A sogra liga falando que é pra dar sorvete pro Erik que ele melhora mais rápido ( sendo que eu suspeito que ele esteja com resfriado). Penso com os meu botões abrasileirados: - Estou numa terra de malucos???

Mas, partindo do princípio que pés de galinhas não matam pintinhos (aprendi esta com a Ciça), dei o antitérmico sim! E o deixei na banheira por algum tempo. E agora meu suequinho está bem melhor, graças à Deus!

O sistema aqui é o seguinte:

Não vá nunca no hospital!
Você não precisa de médicos!
Não precisamos de remédios, pois temos anticorpos!
Mas, se você é hipocondríaco, tome Alvedom (igual ao Tylenol), ele serve pra tudo, desde unha encravada à impotência sexual.
Tome sorvete se estiver com febre!
E pra finalizar, esqueça tudo que você aprendeu no seu país Tupiniquim, não adianta ter faniquitos, pois aqui eles sabem, entendem... são expert no assunto.






Quinta-feira, Março 10, 2005
 

Conversa fiada...

E aqui a vidinha continua boaaaaa !Como diria ela.Se não fosse a m* branca que ainda persiste no céu sueco, seria perfeita! Mas, aí não tem graça, eu não teria do que reclamar, não é verdade?
Tô super feliz, pois estou arrumando as malas pra ir ao paraíso (continuarei com a minha Thaylife, viu Ana Mio?Rs...) viajaremos na próxima semana, só espero que não tenha outra Tsunami, pelo amor de Deus. Por falar em Tsunami, até sonhei com isso, sonhei que uma onda enorme vinha em minha direção, mas consegui salvar-me...uffa! Ainda bem que não passou de um pesadelo. Mas, vou contar um segredinho pra vocês: Não vou tirar minhas lentes de contato ( eu sou míope) nesta viagem, e ficarei de olho no mar, pois qualquer suspeita... "pernas pra que te quero"!

O que tá rolando na Suécia...

Como todo ano, está acontecendo o Melodifestival, e tcham, tcham... adivinhem quem é uma candidata fortíssima? Nada mais, nada menos do que uma brasileiríssima carioca da gema, cantou no sábado passado. A música parecia meio samba, meio bossa nova...Ah... mas, falo mais quando voltar da viagem. Fico devendo, pesquisarei mais sobre a vida da conterrânea.

Um blog 10

Pesquisando sobre blogueiros na Tailândia (queria conhecer algum), achei um blog 10, o cara já viajou pra caramba e ainda continua viajando. O blog é ótimo, muitas fotos e textos informativos com uma boa dose de humor. Pra quem gosta de viagem, é uma boa dica! Ahh...e sem falar que o Alexandre estava lá no dia do maremoto, e conta tudinho como foi!

Recadinho: Amigos, estou tentando visitar vocês e responder aos emails. Mas, é que as vezes não dar, tenho minhas tarefas de consultora do lar pra fazer... sorry!

Beijocas e até mais...





Segunda-feira, Março 07, 2005
 
Eu fui...


Nem acredito, consegui uma babá improvisada pro Erik ontem a noite (uma amiguinha brasileiríssima), e fomos assistir Constantine. Foi legal! Algumas vezes até pensava que estava assistindo Matrix, os efeitos especiais muito bons! Valeu a pena, apesar que exageraram um pouco na história, mas deu pra arejar! De 1 a 10, nota 7. Beijinhos e uma ótima semana pra todos!


Quinta-feira, Março 03, 2005
 
Siciliano
Gente, um alerta! Não comprem na Siciliano.com, é uma verdadeira dor de cabeça. Tô p. da vida com essa livraria, comprei os livros da escola pro meu filho Júnior, e estou enfrentando um verdadeiro descaso. Comprei dia 22 de fevereiro, paguei a vista, e nem sequer conseguir acessar o status do meu pedido. Reclamei inúmeras vezes, e quando resolveram arrumar o bendito erro, constava que eu não tinha pago o produto, sendo que eles mesmos mandaram um email avisando que receberam o pagamento. Resumindo, hoje é dia 3 de março, e nada dos livros! Comprar na net já é assustador, quando acontece isso então...

Mas, se precisarem, comprem na Saraiva! Já comprei diversas vezes e nunca tive problemas.


Quarta-feira, Março 02, 2005
 
Será que é só eu que odeio o inverno sueco?


No começo até que pode ser bonitinho...mas, depois de 2 semanas de tempestades de neve...


-15 graus, ventos fortes, 30cm de neve...

Na foto debaixo uma coitada tentando caminhar contra a ventania...

Um carrinho atolado de m* branca... mais de meia hora pra tirar a dita cuja de cima do carro...

Mais um pouquinho da bendita...

Pessimista?Imagina! Claro que o inverno sueco tem seu lado bom: economizamos energia, não precisamos de freezer, podemos deixar os alimentos na varanda.

Ps: Não pensem que somos mãos-de-vaca na última foto, nada disso! Foi porque a Amélia teve que limpar o freezer e a geladeira.

Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005
 
Vamos malhar!


Estou aqui com o corpo todo doído, é duro voltar pra academia depois de muito tempo parada, depois de uma gravidez. Até que eu consegui voltar ao meu peso normal sem fazer dieta, graças à amamentação (acho que dar pra queimar legal umas calorias). Mas, o maior motivo em voltar a malhar foi relacionado a saúde, depois dos 30 com o metabolismo mais lento, o corpitio já não é o mesmo... acho que precisava fazer algo pra melhorar o condicionamento.

Foi a primeira semana, deixei o suequinho com a babá da academia, deixei com o coração apertado (coisas de mamy). No primeiro dia ele chorou quase todo tempo, mas no segundo foi muito melhor, ficou quietinho... e só então consegui fazer os exercícios direitos. Tá aí um conselho pro clube das Amélias: vamos deixar um pouco de lado a vassoura pelos alteres, a saúde agradece.

Quinta-feira, Fevereiro 24, 2005
 
Madalena, a pecadora.

"Madalena Penitente" de Seghers

Maria Madalena foi realmente uma prostituta?

Provavelmente não. Segundo a pesquisa abaixo, toda essa história não passa de uma demonstração de machismo da Igreja:

Essa carga pejorativa não foi arremessada gratuitamente sobre Madalena. Ao colar o rótulo de prostituta e pecadora em uma das principais referências cristãs até então, a Igreja nascente desestimulava a liderança feminina. "Foi um caminho de deslegitimação da mulher", diz Paulo Garcia da Universidade Metodista de São Paulo.

Um dos pontos de partida para essa difamação foi a falta de informações sobre sua família. "Maria, em contraposição a outras mulheres bíblicas, não é identificada por suas relações - não é filha, esposa nem mãe de nenhuma figura masculina. Ela é identificada pela sua cidade natal, Magdala", afirma a teóloga Teresa Berger, professora da Universidade de Duke, nos Estados Unidos. Magdala (de onde vem o nome Madalena) era um vilarejo de pescadores na Galiléia. "Essa identificação do nome de Maria com uma cidade, e não com um homem, provavelmente significa que ela era independente e próspera, uma condição privilegiada para as mulheres daquela época", diz Teresa.

A falta de associação com nomes masculinos manchou a reputação de Maria Madalena. "A cultura judaica do século 1 insere-se nas culturas mediterrâneas baseadas na honra e na vergonha, em que as mulheres estão sempre sob tutela. Enquanto solteiras, sob a tutela dos pais. Quando órfãs, sob a tutela dos irmãos; casadas, sob a tutela dos maridos. Por viver sozinha, estava implícito que era uma mulher que não seguia os preceitos", conta o historiador André Chevitarese, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Agora, o trabalho de teólogos e estudiosos da Bíblia vem resgatar a identidade da verdadeira Madalena: longe do estereótipo de prostituta, ela foi, na verdade, uma mulher independente, seguidora ardorosa de Jesus Cristo, que disputou com o apóstolo Pedro a liderança dos primeiros grupos cristãos formados após a ressurreição do Mestre.

Fonte de pesquisa: Revista das Religiões, editora Abril.

Ps: Estou adorando saber mais da vida de Maria Madalena, pra quem se interessou, continuarei brevemente...

Terça-feira, Fevereiro 22, 2005
 
Maria Madalena



No final de semana passado assisti um documentário sobre o livro de Dan Brown, O Código Da Vinci. Durante todo o programa, o repórter viaja pra diversos lugares, conversa com inúmeros doutores em História, Teologia... e no final conclui que as teorias do livro de Brown não passa de invenção. "É tudo especulação!" -Mas, até ai não me surpreendi...

Porém, um fato deixou-me de queixo caído:

Maria Madalena nunca foi prostituta! - Então aquilo que eu aprendi nas minhas aulas de catecismo era completamente errado? Aff...mais uma descoberta pra quebrar a minha cabecinha...não bastou o natal não ser natal, a páscoa não ser páscoa...

Calma, calma... vamos com calma. Para os curiosos, veremos nos próximos posts...


Segunda-feira, Fevereiro 21, 2005
 
Cotidiano

Sei que estou sumida, mas às vezes sou assim, preciso de um tempo pra mim. Às vezes, tenho uma certa aversão do computador, mau chego pra ver minha caixa postal. Também, tentei fazer esses dias mais produtivos, saí mais vezes pra caminhar, mesmo fazendo um terrível frio, fui pra piscina aquecida com o Erik, visitei algumas colegas, tentei sair do casulo, pois já estava ficando bolorenta.

Passei esses dias muito pensativa, perdida no meu interior, e uma pergunta não saia da minha cabeça: por que será que as vezes é tão difícil mudar de lugar, mesmo achando que não é legal o lugar que a gente mora, ou mudar de trabalho e outras coisas da vida? Pois, deveria ser mais fácil pegar as nossas trouxinhas e partir pra outro país do que ficar na mesma chatice, não é mesmo?. Mas, aí vem inúmeras respostas, e a principal dela é o money. Money, money...o bendito ou maldito dinheiro, que nos faz agüentar chefes chatos, países frios e entediantes. Mas, o que me dar força é que sei que uma hora isso vai acabar. Sou impaciente? Imagina! Pra falar a verdade, nós somos a única família que ainda está neste projeto (trabalho do meu marido), pois todas não suportaram e foram embora, muitos desistiram por causa das pressões das esposas deprimidas.

E não obstante, o cheiro da morte ainda paira no ar sueco, todos os dias têm documentários sobre o Tsunami. Depoimentos dos sobreviventes, vídeos inéditos, corpos chegando no aeroporto. Na semana passada passou o depoimento de uma mãe que perdeu uma filhinha de menos de 1 ano, mas, que só pode buscar o corpo nesta semana por causa da burocracia de identificação (exames de DNA e tudo mais...). Aff..por mais que a gente queira esquecer, impossível! Parece um assunto infinito...

Minhas aulas de inglês começaram na semana passada, faço na Folkuniversitetet, é particular, mas é uma grande enrolação. A escola já tem fama de enrolar os alunos, mesmo sabendo, eu faço pra não atrofiar o cérebro
.
Outra novidade é que encontramos uma academia que tem serviço de babá. Achei ótimo! Pelo menos vamos exercitar os músculos pra ver se o tempo passa rápido.